Dentro de cada Respiração do Yoga existe uma Neurociência que explica o efeito

Toda Respiração do Yoga faz alguma coisa. Acalma, desperta, organiza, dá foco. O que mudou nas últimas décadas é que hoje dá para explicar o que cada padrão respiratório faz por dentro: dentro de cada Respiração existe uma Neurociência que descreve o efeito. Não é energia nem misticismo. É o sistema nervoso respondendo a um estímulo específico — e, no caso da Respiração, um estímulo que a ciência consegue isolar e medir.

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Respiração lenta muda o sistema nervoso — e dá para medir

A Respiração é a porta de entrada mais direta para o sistema nervoso autônomo, aquele que regula o que normalmente você não controla: frequência cardíaca, estado de alerta, digestão. Quando você desacelera a Respiração, manda um sinal claro para esse sistema, e o corpo responde de um jeito que aparece nos aparelhos.

Uma revisão sistemática de 2018, publicada na Frontiers in Human Neuroscience, reuniu os estudos sobre técnicas de respiração lenta (menos de 10 ciclos por minuto) e descreveu um padrão consistente: aumento da variabilidade da frequência cardíaca e da arritmia sinusal respiratória — marcadores de atividade parassimpática —, mudanças na atividade elétrica do cérebro (mais ondas alfa) e, no plano psicológico, mais calma e menos ansiedade, raiva e confusão. Não é sensação vaga: é fisiologia que se registra.

Por que a Respiração é a alavanca mais estudável do Yoga

Aqui está o ponto que separa o discurso honesto do exagero. A Postura é difícil de isolar num estudo: ela vem misturada com a respiração, a atenção, a sequência, a carga e a variação de cada corpo. Dizer que cada Postura faz uma coisa específica e mensurável promete mais do que a evidência sustenta hoje. A Respiração, não. Ela é uma variável limpa: dá para controlar o ritmo, contar os ciclos, repetir o protocolo e medir o que muda.

Um estudo controlado de 2017, na Frontiers in Psychology, treinou pessoas em respiração diafragmática a cerca de 4 ciclos por minuto, ao longo de oito semanas. O grupo treinado terminou com menos cortisol (o hormônio do estresse), mais atenção sustentada e menos afeto negativo do que o grupo controle. Mesmo protocolo, efeito medido.

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Esse é o critério da YogIN® Academy. Não ensinamos que a Respiração funciona porque é antiga ou porque move energias. Ensinamos porque há um caminho fisiológico que pode ser descrito e medido. O movimento e o equilíbrio também treinam o sistema nervoso, mas é na Respiração que esse mecanismo fica mais claro e mais fácil de comprovar. O Yoga propõe as técnicas, a ciência valida o que funciona e corrige o que não se sustenta.

Por que isso muda quem ensina

Para quem pratica, entender que a Respiração regula o sistema nervoso dá sentido a desacelerar: o efeito não vem de respirar fundo uma vez, vem do ritmo treinado. Para quem ensina, muda tudo. Saber o que cada padrão respiratório faz transforma a aula de uma sequência decorada em uma sucessão de escolhas com razão de ser. Você para de pedir “respira fundo” por hábito e passa a escolher a Respiração pelo estado que quer produzir: desacelerar para baixar o alerta, alongar a expiração para acalmar, equilibrar o ritmo para sustentar o foco.

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É essa leitura, mecanismo por mecanismo, que formamos na Formação Professor de Yoga com Neurociência.

Conheça a Formação Professor de Yoga com Neurociência

Fontes: Zaccaro A, Piarulli A, Laurino M, et al. How Breath-Control Can Change Your Life: A Systematic Review on Psycho-Physiological Correlates of Slow Breathing. Frontiers in Human Neuroscience, 2018;12:353. DOI: 10.3389/fnhum.2018.00353.  |  Ma X, Yue ZQ, Gong ZQ, et al. The Effect of Diaphragmatic Breathing on Attention, Negative Affect and Stress in Healthy Adults. Frontiers in Psychology, 2017;8:874. DOI: 10.3389/fpsyg.2017.00874. Dados recuperados via PubMed.

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